Bleeding Words
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Satyricon
Obra: Satyricon
Autor: Petrónio
Páginas:248
Resumo:
A obra é iniciada com a apresentação das duas personagens principais que vão acompanhar a obra: Encólpio e Gíton, dois adolescentes belos que são amantes e partilham a sua relação, num triângulo amoroso, com Ascilto. Encólpio abre a obra com um discurso sobre os males do sistema educativo para conseguir impressionar o mestre-escola. Quando o seu mestre, Agamémnon, começa a responder ao seu discurso, Encólpio repara que Ascilto tinha desaparecido e pensa que este tinha ido ter com Gíton, Aproveita uma distração para sair mas perde-se. Vê uma velhota a vender hortaliças e pede-lhe ajuda. A velhota leva-o a um bordel e Encólpio, com a vergonha, cobre a cabeça e foge. Encontra Ascilto ofegante que lhe conta que andou perdido até encontrar um pai de família que o levou para o mesmo bordel, do qual ele também tinha fugido.
Mais tarde, os dois passam pelo fórum e começam a vender uma túnica roubada. Encontram o vendedor a quem tinham roubado a túnica e que vendia a túnica deles, onde tinham escondido moedas de ouro. A mulher do vendedor vê a túnica dos jovens e acusa-os de serem ladrões. Os jovens decidem responder e acusam-nos de terem roubado a túnica deles. Os corretores, ao verem que a túnica que os jovens reclamavam era de qualidade muito inferior à do vendedor, riram-se e resolveram o assunto trocando as túnicas. Os dois recuperam o tesouro e vão para a locanda, rindo-se dos corretores e dos comerciantes.
Uma mulher bate à porta da locanda, afirmando ser serva de Quartila, a quem os jovens tinham perturbado os rituais sagrados. Quartila entra mais tarde a chorar e lamenta a injúria que os jovens tinham cometido. Estes, com pena, dispuseram-se a ajudá-la nos rituais para curar a sua febre. Apesar de desconfiarem da falsidade de todo o ambiente, procuraram ver até onde ía. Quartila leva os dois jovens para o templo onde estes observam cenas de orgias, sendo obrigados a participar. Três dias depois, os três jovens conseguem escapar.
Os jovens estavam a discutir com o mestre de retórica quando chegou um escravo a anunciar um jantar na asa de Trimalquião, um homem extremamente rico. Os três jovens e Agamémnon chegam a casa de Trimalquião e vêem-no a ter atitudes de riqueza e arrogância extremas. Chega a hora de jantar e Trimalquião aparece vestido de forma imponente. Encólpio começa a questionar o homem que estava ao seu lado na mesa e este conta-lhe toda a história do ex-escravo. Durante o jantar existiram vários pratos bastante elaborados e Trimalquião tinha sempre uma atitude rude, dizendo várias asneiras durante o jantar. No fim do jantar, quando todos se dirigiam aos balneários, os três jovens tentaram sair da casa mas um cão raivoso barrou-lhes a entrada, Ascilto deu-lhe as sobras do jantar para não serem atacados e pedem explicações ao responsável pelo átrio. Este explica que os convidados entram sempre por uma porta e saem por outra, Os jovens regressam ao banquete. Há uma grande marcha musical e um dos escravos emite um barulho tão forte que os bombeiros pensaram que a casa estava a arder e arrombaram a porta. Os três jovens aproveitam este momento para fugirem. Andam perdidos durante uma hora mas conseguiram chegar à locanda graças a Gíton, que tinha marcado as pedras do caminho com giz.
Ascilto retira Gíton de junto de Encólpio durante a noite e dorme com ele. Encólpio acorda e, ao perceber o que tinha acontecido, expulsa Ascilto da locanda. Ascilto parte e leva consigo Gíton e Encólpio pensa em matar os dois. Um soldado, no entanto, impede-o.
Encólpio estava a passear quando encontra um velho, Eumolpo, que contou a história do jovem com quem tinha relações em casa dele, sob a desculpa de ser seu professor. Encólpio ficou tão fascinado com Eumolpo que lhe perguntou qual a história por trás de cada um dos quadros que observava. Eumolpo explica uma obra através de versos e recebe pedradas de quem o ouvia. Cobre a cabeça e vai embora. Encólpio segue-o e encontra Gíton, que lhe suplica por perdão. Este perdoa-o e os três jantam na locanda. Encólpio sente ciúmes de Eumolpo com Gíton e tenta suicidar-se mas é impedido. Eumolpo repara que Ascilto daria uma grande recompensa a quem encontrasse Gíton e, para se vingar de Encólpio, que o tinha trancado na rua, invadiu o quarto para resgatar Gíton e ganhar a recompensa mas Gíton é gentil com ele, convencendo-o a cobrir o seu amor. Os três preparam-se para sair da locanda e entram para um barco para onde Eumolpo os levou. Encólpio estava quase a adormecer no navio quando ouve uma voz familiar. Era a voz de Licas, de quem eles estavam a dormir. Os dois jovens contam a razão de estarem a fugir e Eumolpo prontifica-se a ajudá-los na fuga. Eumolpo tem a ideia de lhes rapar o cabelo e escrever-lhes na face para parecerem fugitivos mas um passageiro do barco vê-os e denuncia a Licas, afirmando ser mau presságio. Eumolpo explica a Licas que aqueles eram seus criados e Licas condena-os a 40 chicotadas. Gíton, mal recebeu a primeira, começou a suplicar para pararem, Foi reconhecido pela voz e começa uma forte discussão. Eumolpo defende os jovens e acabam por fazer as pazes.
Organizaram um jantar, onde Eumolpo conta a história de um soldado que se apaixona por uma viúva. Começa uma forte tempestade e o navio acaba por naufragar. Uns pescadores correm ao seu auxílio. Os três chegam a terra e, ao verem o corpo de Licas a flutuar sem vida, refletem sobre a brevidade da vida.
Depois de muito deambularem chegam a Crotona. Um camponês explica que naquela cidade apenas existem dois tipos de pessoas: os que caçam e os que são caçados. Valorizam apenas os ricos sem descendência. O camponês compromete-se a criar uma farsa que os tornasse sem pessoas ricas. Eumolpo representou um homem extremamente rico e Encólpio e Gíton eram os seus escravos. Eumolpo teria perdido um filho e todas as moedas que tinha num naufrágio.
Caçadores de herança, ao ouvirem a história de Eumolpo, viraram toda a atenção para ele, oferecendo-lhe serviços. Encólpio muda o nome para Polieno. Uma escrava de Circe, mulher rica, visita Polieno para confessar que a sua senhora apenas se atraía por escravos. Os dois preparavam-se para ter relações mas Encólpio teve impotência sexual. Circe ordena a Encólpio que se afastasse de Gíton por uns tempos para curar o seu mal e assim retomarem o ato amorosa. Encólpio assim fez mas, na segunda tentativa, voltou a acontecer o mesmo. Encólpio tenta ter relações com Gíton mas não consegue. Visita Enótea, sacerdotisa de Priapo, que lhe ordena que selecionasse grãos. Três gansos aproximaram-se e cercaram-no. Encólpio mata um e afasta os outros. Quando Enótea chega, ele conta-lhe o sucedido. Esta começa em pranto a maldizer a ação, dramatizando a situação. Encólpio oferece duas moedas de ouro e a ofensa é perdoada. Enótea cozinha o ganso com a desculpa de se estar a desfazer das provas do crime. Encólpio consegue fugir.
Os caçadores de heranças já estavam a desconfiar da riqueza de Eumolpo já que nenhum barco tinha vindo da África. Eumolpo afirma que no seu testamento tinha escrito que ficaria com a sua fortuna quem comesse partes do seu corpo em públicos. Os caçadores de heranças mostraram-se interessados.
Vale destacar que esta obra tem duas particularidades importantes de realçar: primeiramente, a obra encontra-se fragmentada, apresentado várias partes que foram destruídas; em segundo lugar, a obra apresenta uma crítica aos principais representantes morais da sociedade, numa época em que estes, em vez de serem um exemplo de boas ações, usavam o seu poder para benefício próprio.
domingo, 11 de novembro de 2018
Da Velhice
Obra: Da Velhice
Autor:Cícero
Páginas:70
Resumo:
Esta obra, dedicada a Tito Pompónio Ático, grande amigo de Cícero, retrata um diálogo entre Marco Pórcio Catão, um homem já idoso, Caio Lélio e Cipião Emiliano, dois jovens, na casa de Catão. Cipião e Caio Lélio admiram bastante Marco Catão por este não permitir que a velhice seja algo negativo para si. Marco Catão afirma que os homens detestam a velhice porque não a compreendem, achando que esta chega sempre cedo demais, e explica que os sábios são os que compreendem a natureza e, consequentemente, o ciclo natural da vida, não se deixando perturbar pela ideia de velhice.
Lélio pede a Catão para lhes dar argumentos para encarar a velhice de forma positiva. Catão defende que o problema não é a idade mas sim a forma como se vive. Se alguém viver de forma moderdada, terá uma velhice que pode ser facilmente tolerada; se alguém viver tratando os outros de forma desumana e cruel, vai sofrer as dores em qualquer idade. Catão defende ainda que a velhice não é mais agradável só porque a pessoa em causa possui riquezas e prestígio. A velhice é fortemente marcada pela virtude. Quando se viveu uma vida louvável, pode-se ser feliz na velhice. Catão dá o exemplo de Quinto Máximo, que sempre admirou. Enumera outros exemplos de homens que tiveram uma velhice feliz.
Catão enumera as causas de a velhice parecer infeliz: Aparta da administração dos negócios; debilita o corpo; impede de desfrutar quase todos os prazeres e está próxima da morte. Explica o porquê de estas não serem causas válidas. Existem vários homens que, mesmo na velhice continuavam a ter cargos importantes, sendo um deles o próprio Catão que, com 84 anos ainda tem uma voz no senado. A velhice limita a força física mas reforça a força mental. Com a prática de exercício, ainda é possível manter a saúde e rigidez na velhice, sendo o exercício e a alimentação uma forma de lutar contra os sinais da velhice. O corpo envelhece mas o espírito deve manter-se jovem.
Catão defende que a acusação de que a velhice não tem prazeres é mentira pois esta, na verdade, livra-nos do pior erro da juventude: cometer erros contra a pátria, contra o estado e contra si pelo prazer e pela paixão. O prazer é inimigo da dádiva divina, impedindo o homem de formular um pensamento ou juízo. A velhice elimina assim a vontade de fazer o que não devia ser feito. Catão defende que os que se dedicam à agricultura vivem uma vida parecida à dos sábios por não viverem comprazeres desnecessários. A velhice não debilita ainda de manter outras ocupações como a agricultura. A ideia de que as pessoas idosas são lentas, rabugentas e avarentas apenas está presente em pessoas que sofrem de defeitos de carácter e não culta da velhice.
Por fim, Catão defende que se deve desprezar e ignorar a morte. A morte pode chegar tanto a jovens como aos idosos e viver com medo desta não é viver. Após a morte existe um destino e neste, ou não existe nada, ou existe felicidade. Tolo é aquele que pensa que vai viver eternamente.
Autor:Cícero
Páginas:70
Resumo:
Esta obra, dedicada a Tito Pompónio Ático, grande amigo de Cícero, retrata um diálogo entre Marco Pórcio Catão, um homem já idoso, Caio Lélio e Cipião Emiliano, dois jovens, na casa de Catão. Cipião e Caio Lélio admiram bastante Marco Catão por este não permitir que a velhice seja algo negativo para si. Marco Catão afirma que os homens detestam a velhice porque não a compreendem, achando que esta chega sempre cedo demais, e explica que os sábios são os que compreendem a natureza e, consequentemente, o ciclo natural da vida, não se deixando perturbar pela ideia de velhice.
Lélio pede a Catão para lhes dar argumentos para encarar a velhice de forma positiva. Catão defende que o problema não é a idade mas sim a forma como se vive. Se alguém viver de forma moderdada, terá uma velhice que pode ser facilmente tolerada; se alguém viver tratando os outros de forma desumana e cruel, vai sofrer as dores em qualquer idade. Catão defende ainda que a velhice não é mais agradável só porque a pessoa em causa possui riquezas e prestígio. A velhice é fortemente marcada pela virtude. Quando se viveu uma vida louvável, pode-se ser feliz na velhice. Catão dá o exemplo de Quinto Máximo, que sempre admirou. Enumera outros exemplos de homens que tiveram uma velhice feliz.
Catão enumera as causas de a velhice parecer infeliz: Aparta da administração dos negócios; debilita o corpo; impede de desfrutar quase todos os prazeres e está próxima da morte. Explica o porquê de estas não serem causas válidas. Existem vários homens que, mesmo na velhice continuavam a ter cargos importantes, sendo um deles o próprio Catão que, com 84 anos ainda tem uma voz no senado. A velhice limita a força física mas reforça a força mental. Com a prática de exercício, ainda é possível manter a saúde e rigidez na velhice, sendo o exercício e a alimentação uma forma de lutar contra os sinais da velhice. O corpo envelhece mas o espírito deve manter-se jovem.
Catão defende que a acusação de que a velhice não tem prazeres é mentira pois esta, na verdade, livra-nos do pior erro da juventude: cometer erros contra a pátria, contra o estado e contra si pelo prazer e pela paixão. O prazer é inimigo da dádiva divina, impedindo o homem de formular um pensamento ou juízo. A velhice elimina assim a vontade de fazer o que não devia ser feito. Catão defende que os que se dedicam à agricultura vivem uma vida parecida à dos sábios por não viverem comprazeres desnecessários. A velhice não debilita ainda de manter outras ocupações como a agricultura. A ideia de que as pessoas idosas são lentas, rabugentas e avarentas apenas está presente em pessoas que sofrem de defeitos de carácter e não culta da velhice.
Por fim, Catão defende que se deve desprezar e ignorar a morte. A morte pode chegar tanto a jovens como aos idosos e viver com medo desta não é viver. Após a morte existe um destino e neste, ou não existe nada, ou existe felicidade. Tolo é aquele que pensa que vai viver eternamente.
sexta-feira, 11 de maio de 2018
Chéri
Obra: Chéri
Autor: Colette
Páginas: 169
Resumo:
Chéri era um rapaz rebelde que estava sob os cuidados de Léa, uma mulher de meia idade. Como adolescente que era, Chéri preocupava-se mais com a sua diversão do que com a ideia de se casar e Léa repreendia-o constantemente por isso. Léa vai visitar a Sr.ª Peloux, uma mulher com muito dinheiro e mãe de Chéri. Depois de uma tarde de conversa, Léa e Chéri vão passear sozinhos e Chéri beija Léa para esta cair nos seus encantos. Léa mostra-se pouco impressionada e afirma já ter demasiada experiência com homens para cair nos encantos de um jovem. Léa percebe que Chéri estava crescido e durante esse Verão os dois ficam mais íntimos, trocando alguns beijos. Chega o dia de Chéri se casar e Léa tenta ficar apática à situação mas, após o casamento, perdeu as suas alegrias e chorava constantemente pelo seu amado. Léa decide partir sem alertar ninguém e sem informar sobre o seu destino.
O casamento de Chéri teve um resultado desagradável já que ele e a esposa Edmée discutiam constantemente. Numa discussão particularmente forte, Chéri saiu da casa que partilhava com a esposa e encontrou amigos antigos. Aqui, percebeu que Léa tinha partido sem avisar e fica preocupado. Chéri adia cada vez mais o seu regresso a casa da esposa. Três meses depois, Chéri decide fazer algumas compras para a esposa e decide visitá-la pessoalmente. Léa estava exausta da sua viagem fugitiva e decide regressar a casa.
Léa decide começar por visitar a mãe de Chéri que fica muito contente pelo seu regresso e actualiza-a sobre o casamento do seu filho. Léa sai de junto desta e regressa à sua casa, onde é surpreendida com a visita de Chéri. Os dois conversam e acabam por ter relações sexuais e adormecer. No dia seguinte, os dois conversam sobre a infância de Chéri aos cuidados de Léa e Chéri aos cuidados de Léa e Chéri faz um comentário que ofende Léa. Para se desculpar, Chéri confessa os seu amor por ela e conta-lhe que não tinha deixado de pensar nela durante o tempo em que ela esteve fora. Léa sente-se culpada por estar a "prender" um jovem a uma mulher "velha" como ela, obrigando-o a amá-la e pede-lhe para regressar à sua casa junto da sua esposa, separando-se da sua amante de longos anos.
sábado, 5 de maio de 2018
O Romance da Múmia
Obra: O Romance da Múmia
Autor: Théophile Gautier
Páginas: 278
Resumo:
Lorde Evandale e o doutor Rumphius, dois caçadores de tesouros, viajavam à procura de um túmulo. O lorde estava vestido com rigor e o egiptólogo mantinha o seu ar modesto típico de um sábio. Havia ainda um grego astuto que os levaria até ao túmulo e que enganava bastante bem. A equipa encontrou o túmulo que procurava. Ao penetrarem no seu interior, sentiram um calor abrasador e perceberam que os sarcófagos estavam escondidos e o grego ficou responsável por descobri-los. Encontram o túmulo e o grupo fica admirado quando percebe que este pertencia a uma mulher, apesar de estar no local dos túmulos de faraós. O lorde paga ao grego o dinheiro que lhe tinha prometido com a descoberta. Abriram o sarcófago e observando a múmia, perceberam que a múmia tinha um manuscrito que, após três anos, foi traduzido completamente e deu origem à obra. O lorde e o doutor regressaram à Europa, levando a múmia consigo.
A história muda para o Antigo Egipto, na cidade de Oph. Enquanto todos dormiam, uma jovem adolescente tocava harpa no Palácio. Tahoser, uma mulher de poder, ouvia a música. Começa a ficar incomodada com a música e Sarou, a harpista, procura tocar mais animadamente mas a melancolia de Tahoser aumentou. Nofré, ao ver a jovem triste, pede às dançarinas e músicas que saiam para falar com a ama. Nofré questiona Tahoser sobre a sua tristeza e esta admite que, apesar de ter todas as riquezas que desejasse, havia um desejo amoroso que ela não conseguia concretizar. Nofré supõe que a sua ama apenas estava desgostosa devido à partido do faraó que a amava apesar de não ser correspondido.
O faraó regressa da sua viagem marítima e todos estão à espera dele. Nofré e Tahoser vão para as ruas onde estava a decorrer um cortejo para receberem o faraó. Tahoser estava apaixonada por Poëri. Tahoser vende-se de forma modesta e vai ao encontro da casa do seu amado. Poëri, ao pensar que se tratava de uma mendiga, convida-a para sua casa. Tahoser apresenta-se como Hora, uma pobre jovem que não tinha ficado com dinheiro dos pais quando estes faleceram. Poëri aceitou acolher a frágil jovem para realizar tarefas domésticas junto das outras mulheres. Poëri pede a Tahoser para lhe tocar a Banderra e esta obedece, deixando-o admirado. Esta continuou a tocar até que o seu amado adormecesse.
Nofré, no dia seguinte, estranhou o facto de não ver a ama. Junta com outro criado da casa foram procurar a ama mas sem resultado. Nofré continuou as suas buscas, até que o faraó descobriu que a sua amada tinha desaparecido. Tahoser continuava na propriedade de Poëri e estranha o facto de este sair durante a noite. Certa noite decide segui-lo. Após atravessar o Nilo a nado, encontra o seu amado abraçando e beijando outra jovem. O faraó tornou-se frio, ignorando qualquer beleza que encontrava. Ouviu falar sobre uma pobre jovem que tinha atravessado o rio e pensou que pudesse ser a sua amada disfarçada, enviando vários barcos à sua procura.
Poëri voltou a encontrar-se com a rapariga misteriosa e esta mostra-lhe o corpo de Tahoser que tinha sido encontrado doente. A amada de Poëri explica a este que Tahoser não era uma camponesa e que se tinha disfarçado porque o amava. Tahoser foi tratada por um ancião e acordou. Poëri é a sua amada explicaram a Tahoser que esta podia ser a segunda esposa de Poëri se renunciasse à sua pátria e religião. No entanto, a serva da amada de Poëri se renunciasse à sua pátria e religião. No entanto, a serva da amada de Poëri visita o faraó e leva-o para junto de Tahoser. O faraó, ao ver a sua amada adormecida, agarra-a nos seus braços e levá-la para o seu palácio. Aqui, dedica o seu amor a Tahoser e, ao perceber que esta amava outro, prometeu esperar que esta o amasse.
Poëri e a sua amada estranham o desaparecimento de Tahoser e a serva afirma que esta tinha fugido por ter medo do compromisso com a religião de Jeová praticada pelos dois. Moisés e Abraão visitam o faraó, espalhando o desejo de Deus. O faraó não acreditou neles e ordenou que fossem trabalhar com os escravos. Estes pediram que o faraó os deixasse ir louvar o seu Deus para o deserto. O faraó continua a não acreditar. Quando o primogénito do faraó morre e este mostra emoção, Tahoser apaixona-se por este.
O faraó manda um exército atrás dos israelitas mas é impedido quando Moisés abre as águas do mar e os tesouros do faraó são inundados.
domingo, 29 de abril de 2018
A Raça Maldita
Obra: A Raça Maldita
Autor: Marcel Proust
Páginas: 133
Resumo:
Esta obra é dividida em vários contos:
Dias de Leitura:
O narrador lembra a sua infância e os momentos que passava a ler. Relembra a sua casa e compara o seu quarto a obras de arte e de música. Passava o dia a ler e à noite escondia-se dos pais para ler. O narrador inicia uma reflexão sobre os livros que marcaram a sua infância. Comenta a opinião de Ruskin sobre a importância da leitura e defende que a leitura não é uma disciplina mas sim uma forma de nos introduzir à vida espiritual, cabendo-nos a nós pensar por nós próprios com base nos ensinamentos dos livros.
Raça Maldita:
Numa vila, o narrador é convidado para um baile pela família economicamente poderosa de Guermantes, com quem tinha um grau de parentesco. O narrador aceita o convite e leva uma flor para a princesa de Guermantes. A princesa cumprimentou-o e o narrador perdeu a sua timidez. Passou a frequentar mais vezes os bailes dos Germantes. O conde de Quercy adormece num dos bailes por estar muito cansado. O narrador, após observar o conde por muito tempo, percebe que este faz parte da "raça maldita", ou seja, faz parte do grupo de homens que são dos homossexuais e têm características femininas. A "raça maldita" tem este nome já que é perseguida e recusada pela sociedade, já para não falar que lhes é difícil encontrar o amor. Ele apaixonou-se por uma mulher mas, quando esta morreu, sentiu vergonha da sua sexualidade. Com o tempo, ganhou orgulho por esta e por si mesmo.
Sentimentos filiais de um parricida
Quando os pais do narrador morreram, este começou a agir como eles, dando-se com os amigos destes e escrevendo cartas como eles. Quando o Sr. Van Blarenberghe morreu, o narrador mandou cartas de condolência para a esposa e filho. Ao receber a resposta do filho do falecido, o narrador percebe que este escondia atrás da sua aparência uma personalidade cativante. O narrador, impressionado, pensa em responder à sua carta mas acaba por adiar. Certo dia estava a ler o jornal quando leu a notícia de que o filho do Sr. Van Blarenberghe se tinha suicidado alguns dias após matar o seu pai e, mais tarde, a sua mãe. O narrador fica abismado, sem saber distinguir realidade de ficção e verdade de mentira.
A morte de Bergotte
Bergotte era uma senhora muito doente. Afinal era um senhor que vivia sozinha e gastava muito dinheiro com "rapariguinhas". Antes de falecer, Bergotte sofria de insónias. Apesar de ele não fazer nada, aconselharam-no a descansar, já que o seu problema supostamente se devia ao cansaço. Foi a outro médico que lhe deu um medicamento para ser consumido em pequenas quantidades. Bergotte começou a tomar vários medicamentos sem consultar um médico. Após visitar uma exposição, descansou e adormeceu, não voltando a acordar. Foi sepultado mas nunca se acreditou verdadeiramente que ele tinha falecido, como se estivessem todos à espera que ressuscitasse.
quarta-feira, 25 de abril de 2018
O Crime de Lorde Arthur Savile
Obra: O Crime de Lorde Arthur Savile
Autor: Oscar Wilde
Páginas:75
Resumo:
Num evento formal, o senhor Podgers decide ler a mão das damas e senhores presentes. Lorde Arthur Savile sente curiosidade e pede-lhe para ler a sua mão. Ao ver a mão do Lorde, o senhor Podgers empalidece. Afirma que o Lorde Arthur iria fazer uma viagem e perder um parente distante. Lorde Arthur Savile fica inquieto e tem o pressentimento de que algo de mau estava prestes a aconteceu. Descontente com a resposta obtida, volta a falar com o quiromante e este lê a palma da sua mão em privado.
O quiromante afirma que o Lorde iria cometer um homicídio essa noite. O Lorde fica chocado e sai rapidamente do edifício, navegando pelas ruas e pensando constantemente no sucedido. Amanhece e ele vai para casa. No dia seguinte acorda e toma um banho relaxante. Decide fazer uma surpresa à sua amada e mandou fazer um ramo de flores. Passeia pelas ruas e vai à biblioteca onde lê um livro sobre Toxicologia. Preparou uma receita do livro. Ofereceu o frasco com esta a Lady Clementina, afirmando que iria tratar a azia desta. Nessa noite encontrou-se com a sua amada e deu-lhe a notícia de que precisava de adiar o casamento devido a um trabalho.
Chega a Viena e dias mais tarde recebe a notícia sobre a morte de Lady Clementina e fica feliz. Regressou a casa e percebeu que Lady Clementina não tinha tomado o veneno, tendo morrido de morte natural. O Lorde decide então explodir a casa do governador. No entanto, este tinha viajado durante semanas e ninguém tinha morrido já que havia uma falha com a bomba.
Em Londres, o Lorde vê o quiromante na rua e decide atirá-lo para o rio Tamisa. Visita várias vezes a casa do quiromante para ter a certeza de que este estava morto até que lê a notícia de que um quiromante se tinha suicidado. O Lorde ficou extasiado ao perceber que era a sua vítima e vai a casa da sua amada. O casamento é remarcado para três semanas depois. Os dois casaram-se e tiveram dois filhos. Lorde Arthur Savile foi feliz durante o resto da sua vida.
domingo, 8 de abril de 2018
O Pêndulo de Foucault
Obra. O Pêndulo de Foucault
Autor: Umberto Eco
Páginas: 718
Resumo:
Um rapaz e uma rapariga observam o Pêndulo de Foucault. Casaubon procura esconder-se para passar a noite no museu. Dois dias depois, o homem misterioso está a descansar quando recebe uma chamada de um companheiro que afirmava que os Templários o estavam a perseguir porque achavam que ele tinha um mapa. Ao perceber que o Plano que eles tinham inventado afinal era real, Casaubon procura pesquisar mais sobre este. Descobre a expressão "nome de Deus" que o faz recordar a origem da aventura do trio de amigos Casaubon, Belbo e Diotallevi.
Casaubon relembra como conheceu Belbo, dono de uma editora, e sobre como este tinha interesse na tese sobre os Templários que Casaubon estava a fazer. Os dois começaram a discutir o assunto e mais tarde conhecem Diotallevi que se junta à conversa. Os três descobrem que mais pessoas pelo mundo tinham interesse pela história dos Templários e começam a fazer reuniões para obter mais conhecimento. Os três acabam por descobrir que os Templários procuravam descobrir o Santo Graal e a curiosidade por estes despertou ainda mais.
Casaubon tinha ido para o Brasil onde ouve sobre um ritual que Belbo presenciou no qual uma rapariga afirmava saber sobre os Templários. No dia seguinte, a rapariga tinha desaparecido. Casaubon decide dedicar-se a ler tudo o que encontrava sobre os Templários. Junta.se ainda, no Rio de Janeiro, a uma Ordem da Rosa-Cruz Antiga e Aceite e presencia um ritual típico.
Casaubon regressa a Itália sem saber quem era devido a uma recente separação amorosa e dedica-se à pesquisa de metais. O grupo, que entretanto tinha crescido, decide visitar os pontos de passagem dos "trinta e seis invisíveis" e começam a adquirir cada vez mais informação. Visitam vários lugares, presenciando rituais e jardins misteriosos e Casaubon conhece Lia por quem se apaixona. Lia aconselha Casaubon a ter cuidado para não se apaixonar por aquela aventura e ficar preso a esta. O grupo descobre textos de vários capítulos da História e ganha um particular interesse pelo Pêndulo de Foucault. Decide pesquisar mais sobre este e descobre que este era uma pista para descobrir qual o segredo descoberto pelos Templários.
Neste momento, o grupo percebe que a sua aventura tenha fugido de controlo e que o que ao início era só diversão, podia estar a pôr as suas vidas em risco. Casaubon procura por Belbo, que estava nas mãos dos Templários, e descobre textos nos quais este admite que estava a ser castigado por ter brincado com escrituras sagradas. Decide assim entregar-se num ritual de Templários como sacrifício humano. Casaubon vai ao Pêndulo e presencia o ritual onde outros membros do grupo se encontram. Casaubon fica em estado de choque e sai do local. Lê mais textos de Belbo e percebe que os Templários tinham pensado que o Plano era real e que eles tinham um papel neste. Diotallevi morre de cancro e Casaubon escreve tudo o que descobriu e o surgimento do Plano. Espera ainda que os Templários o venham buscar tal como fizeram com Belbo e espera que estes, ao lerem os escritos, percebam que aquilo tinha sido só uma brincadeira de amigos.
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